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sábado, 14 de junho de 2014

Troféu Giuseppe Meazza 2014 - Vencedores

OS MELHORES DA TEMPORADA 2013/2014 FORAM:

- REVELAÇÃO DA TEMPORADA - Adnan Januzaj (Manchester United)
- MELHOR TÉCNICO - Diego Simeone (Atletico de Madrid)
- MELHOR GOLEIRO - Thibaut Courtois (Atlético de Madrid)
- MELHOR ZAGUEIRO - Sergio Ramos (Real Madrid)
- MELHOR LATERAL - Filipe Luis (Atlético de Madrid)
- MELHOR MEIA - Angél Di María (Real Madrid)
- MELHOR ATACANTE - Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
- MELHOR JOGADOR DA TEMPORADA - Cristiano Ronaldo (Real Madrid)


domingo, 25 de maio de 2014

La Décima


Campeão em 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1966, 1998, 2000 e 2002, o Real estava há a 12 anos sem ser campeão europeu, e "la décima" era cobiçada por todos os Madridistas.

A TEMPORADA

Esse ano, a quinta final entre times do mesmo país, e primeira final entre times da mesma cidade, tivemos, frente a frente, Atlético de Madrid X Real Madrid.

O Atlético, primo pobre da cidade, fez uma temporada brilhante. Comandado por Diego Simeone o clube conquistou o título espanhol contra o Barcelona no Camp Nou. Um time com pouco investimento em relação a seus rivais, esteve no páreo, em todas as competições que disputou. Com Diego Costa, Arda Turan, Koke, Miranda, entre outros, encantou a Espanha, a Europa e o mundo.

Já o Real Madrid, repleto de estrelas como Di Maria, Cristiano Ronaldo, Bale e Modric, não havia conquistado nenhum troféu nesta temporada. O elenco mais caro do mundo, e, por que não dizer, o melhor elenco do mundo (ao lado do Bayern) precisava de um troféu para que seu brilho fosse comprovado.

A FINAL

O jogo foi muito bom. As duas equipes jogando de igual para igual, quase o tempo todo.

Diego Costa, jogou no sacrifício, mas não agüentou, foi substituído a menos de dez minutos de jogo.

No primeiro tempo o jogo foi exatamente como Simeone queria. O Atlético saiu na frente, e jogou o seu jogo: marcando muito forte, esperando, mas sem abdicar de atacar.

Porém, no segundo a sorte do Atlético virou para o lado Madridista - os Colchoneros ficaram acuados, abrindo mão de atacar, torcendo para o jogo terminar logo, e cada vez cedendo mais espaço para o Real. O jogo continuou assim, até que no último lance da partida, o iluminado Sergio Ramos empatou a partida, levando o jogo para a prorrogação.

Na prorrogação, o já acuado Atlético praticamente não jogou, e abalado emocionalmente tomou três gols, quase que de forma consecutiva, marcados por Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo. Placar final Real 4 X 1 Atlético. REAL CAMPEÃO DA EUROPA PELA DÉCIMA VEZ.

O destaque do jogo, o melhor em campo, foi o argentino Di Maria. Ele e Bale, auxiliados por Modric, fizeram o meio de campo do Real andar. Já Cristiano Ronaldo, em sua terceira final de Liga dos Campeões, jogou na mesma função que nas duas ultimas, a de pipoqueiro, não pegando na bola, e praticamente sem entrar em campo.

Destaque também para Carlo Ancelotti, técnico do Real, que conseguiu seu terceiro título europeu, se igualando a Bob Paisley como o técnico mais vitorioso em UEFA Champions League.

sábado, 24 de maio de 2014

A novidade que se repete...


      Enfim o Real consegue a tão sonhada “La decima”, enquanto que mais uma vez o Atlético deixa escapar nos minutos finais, forçando um “terceiro jogo” e termina levando quatro gols.

      Primeiramente, o jogo começou com uma equivocada escalação em ambas as equipes. Por parte do Real, a entrada de Khedira, no lugar de Xabi Alonso suspenso, fez sua segunda partida após um longo período de contusão, ficou evidente a falta de ritmo e tempo de bola, falhou no gol do Atlético e estava perdido no meio de campo. Por parte do Atlético de Madrid, um Diego Costa machucado, passou a semana se tratando com placenta de égua, e mesmo assim não deu certo, saiu aos 9 minutos do primeiro tempo. Uma atitude egoísta, em um time baseado no coletivo, que posteriormente trouxe graves consequências.

      O jogo começa, com um Real Madrid atordoado e um Atlético jogando no toque de bola e saindo com força para o ataque, porém sem grandes chances. Por parte, do Atlético, no primeiro toque ficou evidente que D. Costa não tinha melhorado assim se queimou uma alteração. Com um início muito truncado, as defesas se saiam muito bem, e com poucos lances perigosos, o primeiro gol da partida saiu em um cruzamento na área, mal cortado e com uma assistência de cabeça, Godín cabeceia e marca após a péssima saída de Casillas, sendo encoberto.

    Com o gol, o Atlético teve mais tranquilidade para jogar, enquanto que o torcedor do Real via uma tarde apagada de seus principais jogadores. Bale desperdiçou três oportunidades, Benzema assistia ao jogo, Cristiano Ronaldo pouco fez Modric não tinha espaço e assim por diante, exceto o Di Maria, o único jogador que arriscava jogadas e participava bem dos lances. Resumindo o Atlético jogava no coletivo e o Real apostava na qualidade individual de seus jogadores.

    Após as substituições, no segundo tempo, o Real foi para cima e o Atlético muito desgastado recuou, e depois de tanto atacar, aos 48 minutos, Sérgio Ramos consegue empatar, levando para a prorrogação. E assim começa o massacre (que nos remete a derrota marcante do Atlético contra o Bayern em 1974). A zaga foi muito bem o jogo inteiro, mas não resistiu ao cansaço, por não ter tido folgas, devido à disputa do campeonato espanhol, deixou espaços e o Real muito ofensivo, conseguiu aplicar uma goleada com gols de Bale (que era o pior em campo), Marcelo e Cristiano Ronaldo de pênalti. Sérgio Ramos, Di Maria, Gabi, Koke, Gabi, Godín, Miranda (Felipão teve um AVC com essa atuação), Juanfran e Filipe Luís (Felipão teve outro AVC e é duvida para a copa) fizeram uma excelente partida e devem ser destacados.

    Pode não ter sido justo, mas quem disse e que é para ser? O Atlético deve ser parabenizado pelo ano, mas falhou. Não arriscou como deveria e priorizou o espanhol, mas como nós brasileiros, sofremos com a síndrome de Davi, torcemos pelos mais fracos.

      Mas, o que fica para a história, é o time campeão e assim o Real será lembrado, e tendo em mente as características das equipes, o melhor para o futebol aconteceu. Como vivemos um futebol chato marcado pela tática, o mais óbvio aconteceu, o ataque ganhou. E como diz o ditado, “a melhor defesa é o ataque”, o que me resta é parabenizar essas equipes e aos jogadores que pareciam gladiadores no coliseu, se entregaram ao máximo e devem ter o reconhecimento de seus torcedores.