Inglaterra
O English Team chega renovado e menos badalado que nas últimas Copas, porém, com um time mais competitivo. Com a medida certa entre a juventude de Sterling e Sturridge, e a experiência de Rooney e Gerrard, a Inglaterra vem comendo o mingau pelas beiradas, e pode levantar a taça.
Tem um bom goleiro, uma defesa consistente e dois meias muito bons (Gerrard e Rooney).
Se a Inglaterra jogar a lá Liverpool, tem muitas chances de conquistar o bi campeonato, porém, se for um time mais tradicional será mais difícil, porém, não impossível.
Outra agradável surpresa pode ser o atacante Lambert, que mesmo já tendo certa idade, é um bom jogador e está bem. Nunca jogou em times grandes, por isso talvez seja desconhecido no Brasil, mas tem bom futebol, se coloca bem e faz gol. Seu estilo de jogo e nível técnico lembra muito a Fred e Klose - os 3 se equivalem como jogadores.
Uruguai
Após uma excelente Copa em 2010 e o título da Copa América posteriormente, o Uruguai fez uma eliminatórias ruim e acabou indo pra repescagem.
Suarez e Cavani são as principais armas para o time tentar repetir o Maracanazo de 50. Não vejo o Uruguai como favorito ao título, principalmente por causa de sua defesa ser fraca, mas a qualidade de seus atacantes faz o sonho do tri possível.
Itália
A Azzurra vem renovada, mas mantendo peças fundamentais de Copas passadas (Pirlo e Buffon), porém, Pirlo já não é mais o mesmo devido a idade, mas mesmo assim tem uma técnica fenomenal. Sua principal queda de rendimento está no quesito físico, que é bem inferior ao de Copas passadas. Buffon vem sentindo menos a idade, talvez por ser goleiro e não ter que correr. Continua com o reflexo apurado.
A Itália corre por fora, mas nunca pode ser descartada como candidata ao título.
O futuro da Itália parece estar garantido, com Immobile como possível futuro craque, mas, atualmente o time ainda não é o ideal.
Grupo D
O grupo D é um dos mais difíceis da Copa, por reunir 7 títulos mundiais. Ao meu ver Inglaterra fatura o primeiro lugar do grupo, e Uruguai e Itália decidem a vaga de segundo lugar. Porém, os dois classificados do grupo devem passar das oitavas, pois cruzam com o grupo C, o mais fraco da Copa.
Grupo C
Com Colômbia, Japão, Costa do Marfim e Grécia é o grupo mais fraco da Copa. Seus dois primeiros colocados devem ser eliminados nas oitavas, porém, mesmo sendo fraco deve ser um grupo interessante de se assistir nessa primeira fase, devido ao equilíbrio de suas equipes.
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Copa do Mundo - Prévia - Parte 2
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terça-feira, 10 de junho de 2014
A Copa de 50 pelos olhos de quem a assistiu
O meu avô assistiu a Copa de 50. Então, eu resolvi entrevista-lo e colocar aqui pra vocês.
As minhas perguntas são antecedidas por um -.
As respostas dele são longas, ocupam vários parágrafos e estão entre aspas "" e com cor verde.
Nas respostas eu coloquei informações adicionais entre [ ], informações que ele não falou, mas pra completar a informação pra vocês, eu achei melhor assim, com cor preta.
- Início da entrevista -
- Me fale tudo que você lembra da Copa de 50?
"Eu vi todos os jogos do Brasil, eu não me lembro direito, mas acho que o Brasil ganhou de 6 X 1 da Espanha, de 7 X 1 da Suécia, 4 X 0 do México. O jogo mais difícil foi em São Paulo, contra a Suíça, foi 1 X 0 com um gol do Alfredo do Vasco.
O jogo aqui contra o Uruguai o Brasil jogava pelo empate, porque naquele tempo era por pontos perdidos. O Brasil não tinha nenhum ponto perdido e o Uruguai tinha um ponto perdido porque tinha empatado com a Espanha. O Brasil jogava pelo empate. O Brasil fez 1 X 0 no segundo tempo com gol do Friaça e tomou dois gols de contra-ataque do Uruguai. Time que está ganhando não pode tomar dois gols de contra-ataque, ainda mais numa Copa do Mundo.
O Bigode era fraco, o lateral esquerdo. O Flávio Costa [técnico do Brasil na Copa] não colocava o Nilton Santos, que foi considerado o melhor back do mundo, mas o Flávio Costa não sabia, ou fingia que não sabia, aí colocava o Bigode. Eles tomaram dois gols de contra-ataque [na partida contra o Uruguai], o primeiro do Schiaffino e o segundo do Ghiggia. Todo mundo culpa o Barbosa.
Espero que não repitam isso agora, o Brasil pode ganhar, embora agora seja muito mais equilibrado do que era.
A concentração [da seleção brasileira] era em São Januário. La no Vasco, em baixo da arquibancada, tem dormitórios, e a seleção ficou lá. Acho que foi lá, eles não foram pra lugar nenhum não. Eles ficaram em São Januário e todo mundo entrava e saia de São Januário a noite toda, na noite anterior ao jogo [contra o Uruguai], ninguém se preparou pro jogo, porque estavam achando que dava pra ganhar fácil e o Uruguai nunca é fácil.
Naquele tempo se teve uma noção muito errada do futebol na Europa, porque a Europa vinha da guerra, a guerra acabou em 45, então o que eles jogavam de futebol tinha muito pouco tempo [devido a preparação ter sido apenas nos anos do pós guerra] para um país disputar uma Copa no nível do Brasil, Argentina e Uruguai, porque a recuperação do futebol [europeu] foi de 5 anos, o que deve ser muito pouco. Por isso deu uma ideia errada de que o futebol da Europa era fraco, e não tem nada de fraco, eles não tiveram tempo de se ajeitar porque vieram da guerra, que tinha durado de 38 a 45. A guerra pegou todo mundo, inclusive os jogadores de futebol que fazem parte do povo. Alguns países foram completamente arrasados na guerra.
Na minha opinião o Barbosa não teve culpa [dos gols sofridos contra o Uruguai]. O Brasil tava ganhando de 1 X 0 e jogava pelo empate. Com a torcida toda gritando o Brasil foi pro ataque, o que foi completamente errado, não tinha que ir pro ataque, tinha que deixar o Uruguai ir pro ataque e jogar de contra-ataque, mas aconteceu o contrário, o Uruguai que jogou de contra-ataque. O Ghiggia em uma jogada passou pelo bigode que era um lateral esquerdo fraco, entrou pela área pela direita, o Barbosa encostou [na trave], ele [Ghiggia] atravessou a bola pro Schiaffino que vinha chegando, vinha sozinho porque o Juvenal e o Bauer chegaram atrasados. O resto da defesa chegou todo mundo atrasado. Ninguém estava contando com isso, todo mundo achava que o jogo era fácil. E o segundo gol foi igual, o Ghiggia pegou a bola no meio de campo, passou pelo Bigode e entrou na área, o Barbosa abriu por causa do primeiro gol, para cercar o passe pro Schiaffino que já vinha chegando, nisso que ele abriu, o Ghiggia colocou a bola no espaço entre a baliza e o Barbosa, sem força, mas o Barbosa tinha jogado o corpo pra direita pra cercar o passe e não deu pra voltar. Culparam o Barbosa sozinho, mas o culpado foi todo mundo.
O time, se não me engano foi o mesmo a Copa toda, era Barbosa; Augusto e Juvenal; Eli, Danilo e Jorge; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Antigamente era assim que escalava: o goleiro, dois backs, três alfs e cinco atacantes. O escrete todo era do Vasco e do Flamengo e botaram o Bigode no time porque só tinha Vasco e Flamengo no time, o Bigode era do Fluminense, e o absurdo é que o reserva do Bigode era o Nilton Santos.
No jogo em São Paulo [Brasil 1 X 0 Suíça] o Flávio Costa, pra agradar o pessoal de São Paulo, colocou os três alfs do São Paulo, tirou Eli, Danilo e Jorge. O Friaça eu acho que tava machucado, o Alfredo, que também era do Vasco entrou no lugar dele e fez o gol. O Brasil ganhou da Suíça por 1 X 0.
Eu só não vi Brasil X Suíça que foi em São Paulo, eu vi Brasil X Uruguai que foi a final, Brasil X Espanha, Brasil X Suécia e mais o que... Me lembro de Brasil X México, mas não me lembro como era dividido não [em grupos ou não, como que era pra ir passando de fase].
Ninguém levava em consideração os times da Europa."
- A Inglaterra veio?
"A Inglaterra veio, perdeu pros EUA de 1 X 0. Foi uma zebra danada. Mas eles eram da outra chave.
Os times europeus eram considerados fracos. O Brasil ganhou da Suécia de 7 X 1, eu acho e da Espanha de 6 X 1. No jogo contra a Espanha o Maracanã todo cantou a música 'Eu fui as touradas de Madrid...'"
- Você ficou aonde no Maracanã?
"Na bandeirinha de corner, do lado que tem as cadeiras, até hoje tem aquelas cadeiras no meio de campo [antes da reforma era o setor mais caro do Maracanã, que ficava de frente pras arquibancadas brancas, em cima da cabine de imprensa. Hoje eu não tenho certeza de que setor é], eu fiquei ali, do lado aonde fica a torcida do Flamengo, mas perto da bandeirinha [de escanteio], à esquerda das cabines [de imprensa]. Todos os jogos ali.
Só que no último jogo... O Maracanã era uma arquibancada só, de cimento inteiriço, que dava volta. No último jogo, contra o Uruguai, tinha tanta gente que entre a pessoa sentada embaixo e em cima [no degrau de baixo e no degrau de cima], tinha outra pessoa de lado, vendo o jogo de lado pro campo. Sentado virado de lado pro campo, com a perna enfiada entre a bunda de um e os pés do outro. Todo mundo ficou mal acomodado, mas ficou assim."
- Como eram os ingressos? E como que vocês pegavam os ingressos?
"Era de papel. O tio Valdemar [um tio do meu avô e, consequentemente, meu tio também. Eu n~~ao conheci esse tio Valdemar, pois ele morreu antes de eu nascer] comprava. Cada um ia com o seu ingresso na mão e aí entrava, mas já tinha roleta. Você entregava o ingresso aí rodava a roleta. O certo era rasgar a entrada, porque nego dizia que depois devolviam os ingressos para serem vendidos lá fora. Mas não rasgavam, e você não queria saber se rasgaram ou não, você queria entrar.
Todo mundo achava que o Brasil ia ganhar fácil, e provavelmente ia mesmo, se não tivesse acontecido aquilo tudo. Passaram a noite [que antecedia a final] praticamente em claro, porque não deixavam eles dormir festejando [antecipadamente] a vitória da Copa.
Quando nós chegamos no último jogo o Maracanã já estava cheio. O jogo era as cinco. Nós chegávamos três horas pra sentar na sombra."
- Em que mês que foi a Copa?
"Junho e julho. Não era tanto calor assim."
- Fim da entrevista -
No decorrer do tempo do blog eu farei mais entrevistas com ele, sobre outros assuntos ligados a futebol e colocarei aqui pra vocês. Compartilhem, comentem, pois cada compartilhamento e comentário é um incentivo para a equipe do Sem Siro continuar.
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