quinta-feira, 12 de junho de 2014

Revelações da Copa (Parte 3) - Ivan Rakitic


  Espanhol, italiano, inglês, brasileiro, argentino? Nada disso, o personagem de hoje é croata, isso mesmo, atua em um país que vem crescendo no seu futebol. O meia Ivan Rakitic, de 26 anos de idade, acaba de acertar (por meio de empresários e agentes) sua transferência para o Barcelona, mas o que fez o time catalão virar seus olhos para "um croata"?! Tentarei explicar de onde vem a tranquilidade, precisão e disposição desse grande jogador que aos poucos vem ganhando destaque mundial.

 Rakitic começou sua carreira no simpático, famoso e gigante suíço, Basel. Aos poucos foi desenvolvendo seu futebol, jogando um pouco mais adiantado, perto dos atacantes, Rakitic fez 33 jogos e balançou as redes 11 vezes. Individualmente Rakitic ainda faturou o prêmio de melhor jogador jovem da Super League e o gol mais bonito da Suíça contra a equipe do St. Gallen, ambos prêmios na temporada 2006/07.
Tendo feito exibições fantásticas com a camisa do clube suíço, o jovem meia queria mais visibilidade, e foi o que conseguiu no dia 22 de junho de 2007, ao ser anunciado pelo Schalke 04 em uma compra realizada pelos alemães de 5 milhões de euros. Na sua primeira temporada teve um enorme destaque, pela Bundesliga, finalizando sua campanha com 29 partidas, 3 gols e 10 assistências, e uma nova posição, Rakitic passaria a jogar um pouco mais recuado, de segundo volante, sendo essa posição a mais seguida por toda sua carreira, inclusive no Sevilla, time para o qual se transferiria em 2011. 
 Rakitic chegou no time espanhol do Sevilla já no meio da temporada europeia, em janeiro, foi titular em 13 jogos com 5 gols apontados até sua contusão no pé o afastar do campo, no fim da temporada europeia, o que fez o croata perder os últimos quatro jogos da campanha.
 Já em 2012 Rakitic recebeu um novo desafio, fazer o papel de primeiro volante, com seu papel em campo completamente trocado, Rakitic chamou atenção mais ainda dos gigantes da europa, e na temporada 2013/2014 passou a ser capitão da equipe espanhola, o que deixou os clubes grandes ainda mais encantados com seu espírito de liderança e criatividade em campo. Atraído pelo meia, o Barcelona não titubeou e oficializou a contratação do meia há poucos dias atrás, o valor ainda é um mistério. Acredita-se que o meia vai à Cataluña com a difícil missão de ser o substituto de um ídolo dos azuis-grená, Xavi, que deverá ser negociado para fora do país após a copa do mundo.

Rakitic se destaca em campo pela sua polivalência, a sua capacidade de atuar em várias posições, e alternar os lados do campo com frequência confunde qualquer tipo de marcação, que deve redobrar suas atenções contra o meia croata. Pra piorar a vida dos adversários, Rakitic possui a calma absurda de um jogador da posição, o que o faz conseguir sair de muitas jogadas perigosas com extrema facilidade, aliando-se a isso tem a precisão assustadora nos seus passes, que encontram com facilidade os jogadores da sua equipe. Acredita-se que ao lado de Modric, a Croácia estará bem servida nessa copa do mundo, pois falta de "bola redonda" os atacantes não terão.


3 pontos na conta do árbitro

Brasil X Croácia se enfrentaram na estréia da Copa. O "melhor" em campo a favor do Brasil foi o árbitro japonês Nishimura, que em um PÊNALTI VERGONHOSO E INEXISTENTE mudou o jogo prejudicando a Croácia.

O primeiro tempo foi nervoso, por ser estréia, os dois times se mostraram tensos. A Croácia abriu o placar em um contra-ataque, um gol contra de Marcelo. O empate brasileiro veio ainda no primeiro tempo, com gol de Neymar de fora da área.

O segundo tempo continuou equilibrado, porém o juiz roubou, digo errou, marcando um pênalti inexistente que levou o Brasil a virada. Após sofrer a virada a Croácia partiu pro ataque e acabou tomando um gol de contra-ataque, marcado por Oscar. Placar final Brasil 3 X 1 Croácia.

No geral, foi um jogo bem equilibrado, os dois times jogaram de igual para igual. Os dois gols de diferença não representam o que foi o jogo. O único diferencial da partida foi o árbitro que influenciou drasticamente no placar da partida.

Pelo Brasil Neymar jogou bem, Oscar e L. Gustavo, sendo os melhores em campo. Pela Croácia, o meio de campo, com Modric e Rakitic foi muito bem. Os piores em campo foram Marcelo, não pelo gol contra e sim pelas bolas nas costas que tomou, principalmente no segundo tempo, no período que a Croácia tentou ir pra cima; o goleiro Julio Cesar, que rebateu bolas pro meio; e o goleiro croata, Pletikosa, que demorou a cair no primeiro gol do Brasil e, ao longo da partida, saiu mal em várias bolas.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014 - Prévia - Parte 1

Quem vai levar esta taça cuja réplica (minha réplica o/) está a sua esquerda? Será o anfitrião Brasil? A tetra campeã e renovada Itália? A favorita Alemanha? A Argentina, time de Messi e Di Maria? O Uruguai repete a façanha de 50? Gerrard e Rooney levam o English Team ao seu 2º título? A França, pouco cogitada, surpreende e leva a taça? A Espanha consegue ser bicampeã consecutivamente? Ou teremos um campeão inédito, como Portugal, seleção do melhor do mundo; Bélgica ou Holanda?

Quem vai levar a taça ninguém sabe, porém, esse post (dividido em 3 partes) visa fazer uma análise de todas as seleções. Uma análise mais à fundo e específica de cada seleção será feita posteriormente por mim e pelos outros autores do blog (Sancler e Lucas). Para ver o post do Lucas sobre a Argentina clique aqui.

Brasil
Depois de dias eliminações consecutivas em quartas-de-final, para França e Holanda em 2006 e 2010 respectivamente, o Brasil chega com uma obrigação maior de ganhar a Copa, por estar sediando o torneio.
Adotando o técnico da ultima conquista (em 2002), Felipão mudou o espírito da equipe e isso deu pra sentir na Copa das Confederações ano passado. Eu não gosto do Felipão como pessoa, o acho mascarado, prepotente, e como profissional ele não convoca quem merece, convoca quem ele quer levando a seleção para o lado pessoal. Não gosto dele, mas como treinador, tenho que admitir que ele vem fazendo um bom trabalho com a seleção.
O time é, em sua maioria, inexperiente em participações em Copas. Essa será a primeira Copa dos principais jogadores do time, o que pode ser ruim, um peso à mais.
Os principais destaque são Oscar e Neymar. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, eu acho o Oscar melhor, pelo menos, mais útil. Neymar só pensa em aparecer e em driblar, na Copa das Confederações ele foi objetivo, apresentando um bom futebol. Pro Brasil é bom que ele jogue sério e pra frente, sem palhaçada. No resto o Brasil tem a melhor defesa da Copa, um goleiro bom porém velho, um meio de campo bem mais fraco que o meio dos concorrentes direto pelo título e um ataque oportunista - Fred e Jô se colocam bem, são oportunistas e fazem gol, porém, com a bola no pé são fracos, sendo, apenas, jogadores de um toque só.
O grupo do Brasil, na primeira fase da Copa é fácil. O jogo mais difícil será contra a Croácia na estréia, jogo que o Brasil pode perder. Porém, mesmo que não tenha um resultado positivo contra a Croácia, se classificará sem problemas, pois Mexico e Camarões são seleções bem fracas. O maior problema para o possível título do Brasil não se concretizar será a segunda fase, com uma possível oitavas de final contra ou Chile ou Holanda ou Espanha, quartas de final contra ou Inglaterra ou Itália ou Uruguai, e semi final contra a Alemanha. Uma derrota em qualquer um desses jogos não é nenhum surpresa. Pode ganhar os três? Pode. Mas pode perder também, qualquer um dos três. Não falei sobre a final, pois, se chegar na final, ganha.

Espanha

Lá Fúria Roja, atual campeã do mundo, não é mais a mesma de 2010. Não tem mais a mesma paciência para envolver os adversários, o mesmo toque de bola, além dos 4 anos a mais terem pesado em alguns jogadores como Xavi, que de longe não é mais o mesmo, além de Puyol que se aposentou.
Iniesta, autor do gol do título de 2010, continua jogando bem. Sentiu os 4 anos a mais na idade? Sim, sentiu. Esse fator está empobrecendo um pouco o seu futebol, porém não feito está fazendo com Xavi. Já Casillas não fica velho de jeito nenhum, continua tão genial feito em 2010.
Sergio Ramos e Xabi Alonso evoluíram em relação a 2010, e chegam para Copa em boa fase. Também podemos destacar David Silva, Carvajal e Diego Costa, novos em relação a 2010, porém chegam muito bem para essa Copa.
Diego Costa, o brasileiro naturalizado espanhol viveu uma espécie de novela até chegar nessa Copa do Mundo. Primeiro, disse que jogaria pelo Brasil, porém, recebeu uma resposta negativa de Felipão - o treinador brasileiro disse não querer o atleta jogando pelo Brasil, abrindo mão dele (o que pode vir a ser bem prejudicial para o Brasil, pois o Diego Costa é melhor que os centroavantes convocados por Felipão).
Não podemos desconsiderar a Espanha como candidata ao título, tem chance de ganhar, porém, tem um time inferior ao de 2010.

Holanda

No grupo B, ao lado de Espanha, Austrália e Chile, a Holanda chega muito renovada, com um time bem jovem.
Confesso que não acompanho a Eredivisie, então, desconheço a maioria dos garotos, porém, posso afirmar que se jogadores como Cliesen e De Vrij foram convocados é porque tem merecimentos.
Veteranos como Robben, van Persie e van Buyten continuam. van Persie e Robben são as estrelas do time, e podem brilhar, decidindo a Copa dando o primeiro título mundial para a Holanda, mas no geral é um time jovem, que a maior parte de seus jogadores chegas para sua primeira Copa. van Gaal é um bom treinador, que pode dar liga a esse time, levando-o ao título.

No grupo B Holanda e Espanha são as favoritas, porém, o Chile pode ficar com uma das vagas, eliminando uma das finalistas do mundial de 2010. O time do Chile é bem interessante, com o meia Vidal da Juventus e Alexis do Barcelona como destaque.

Amanhã eu posto a parte 2 e na sexta a parte 3 dessa análise. Se gostou, compartilhe, curta :D

terça-feira, 10 de junho de 2014

A Copa de 50 pelos olhos de quem a assistiu

O meu avô assistiu a Copa de 50. Então, eu resolvi entrevista-lo e colocar aqui pra vocês.
As minhas perguntas são antecedidas por um -.
As respostas dele são longas, ocupam vários parágrafos e estão entre aspas "" e com cor verde.
Nas respostas eu coloquei informações adicionais entre [ ], informações que ele não falou, mas pra completar a informação pra vocês, eu achei melhor assim, com cor preta.

- Início da entrevista -

- Me fale tudo que você lembra da Copa de 50?

          "Eu vi todos os jogos do Brasil, eu não me lembro direito, mas acho que o Brasil ganhou de 6 X 1 da Espanha, de 7 X 1 da Suécia, 4 X 0 do México. O jogo mais difícil foi em São Paulo, contra a Suíça, foi 1 X 0 com um gol do Alfredo do Vasco.
          O jogo aqui contra o Uruguai o Brasil jogava pelo empate, porque naquele tempo era por pontos perdidos. O Brasil não tinha nenhum ponto perdido e o Uruguai tinha um ponto perdido porque tinha empatado com a Espanha. O Brasil jogava pelo empate. O Brasil fez 1 X 0 no segundo tempo com gol do Friaça e tomou dois gols de contra-ataque do Uruguai. Time que está ganhando não pode tomar dois gols de contra-ataque, ainda mais numa Copa do Mundo.
          O Bigode era fraco, o lateral esquerdo. O Flávio Costa [técnico do Brasil na Copa] não colocava o Nilton Santos, que foi considerado o melhor back do mundo, mas o Flávio Costa não sabia, ou fingia que não sabia, aí colocava o Bigode. Eles tomaram dois gols de contra-ataque [na partida contra o Uruguai], o primeiro do Schiaffino e o segundo do Ghiggia. Todo mundo culpa o Barbosa.
          Espero que não repitam isso agora, o Brasil pode ganhar, embora agora seja muito mais equilibrado do que era.
          A concentração [da seleção brasileira] era em São Januário. La no Vasco, em baixo da arquibancada, tem dormitórios, e a seleção ficou lá. Acho que foi lá, eles não foram pra lugar nenhum não. Eles ficaram em São Januário e todo mundo entrava e saia de São Januário a noite toda, na noite anterior ao jogo [contra o Uruguai], ninguém se preparou pro jogo, porque estavam achando que dava pra ganhar fácil e o Uruguai nunca é fácil.
          Naquele tempo se teve uma noção muito errada do futebol na Europa, porque a Europa vinha da guerra, a guerra acabou em 45, então o que eles jogavam de futebol tinha muito pouco tempo [devido a preparação ter sido apenas nos anos do pós guerra] para um país disputar uma Copa no nível do Brasil, Argentina e Uruguai, porque a recuperação do futebol [europeu] foi de 5 anos, o que deve ser muito pouco. Por isso deu uma ideia errada de que o futebol da Europa era fraco, e não tem nada de fraco, eles não tiveram tempo de se ajeitar porque vieram da guerra, que tinha durado de 38 a 45. A guerra pegou todo mundo, inclusive os jogadores de futebol que fazem parte do povo. Alguns países foram completamente arrasados na guerra.
          Na minha opinião o Barbosa não teve culpa [dos gols sofridos contra o Uruguai]. O Brasil tava ganhando de 1 X 0 e jogava pelo empate. Com a torcida toda gritando o Brasil foi pro ataque, o que foi completamente errado, não tinha que ir pro ataque, tinha que deixar o Uruguai ir pro ataque e jogar de contra-ataque, mas aconteceu o contrário, o Uruguai que jogou de contra-ataque. O Ghiggia em uma jogada passou pelo bigode que era um lateral esquerdo fraco, entrou pela área pela direita, o Barbosa encostou [na trave], ele [Ghiggia] atravessou a bola pro Schiaffino que vinha chegando, vinha sozinho porque o Juvenal e o Bauer chegaram atrasados. O resto da defesa chegou todo mundo atrasado. Ninguém estava contando com isso, todo mundo achava que o jogo era fácil. E o segundo gol foi igual, o Ghiggia pegou a bola no meio de campo, passou pelo Bigode e entrou na área, o Barbosa abriu por causa do primeiro gol, para cercar o passe pro Schiaffino que já vinha chegando, nisso que ele abriu, o Ghiggia colocou a bola no espaço entre a baliza e o Barbosa, sem força, mas o Barbosa tinha jogado o corpo pra direita pra cercar o passe e não deu pra voltar. Culparam o Barbosa sozinho, mas o culpado foi todo mundo.
          O time, se não me engano foi o mesmo a Copa toda, era Barbosa; Augusto e Juvenal; Eli, Danilo e Jorge; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Antigamente era assim que escalava: o goleiro, dois backs, três alfs e cinco atacantes. O escrete todo era do Vasco e do Flamengo e botaram o Bigode no time porque só tinha Vasco e Flamengo no time, o Bigode era do Fluminense, e o absurdo é que o reserva do Bigode era o Nilton Santos.
          No jogo em São Paulo [Brasil 1 X 0 Suíça] o Flávio Costa, pra agradar o pessoal de São Paulo, colocou os três alfs do São Paulo, tirou Eli, Danilo e Jorge. O Friaça eu acho que tava machucado, o Alfredo, que também era do Vasco entrou no lugar dele e fez o gol. O Brasil ganhou da Suíça por 1 X 0.
          Eu só não vi Brasil X Suíça que foi em São Paulo, eu vi Brasil X Uruguai que foi a final, Brasil X Espanha, Brasil X Suécia e mais o que... Me lembro de Brasil X México, mas não me lembro como era dividido não [em grupos ou não, como que era pra ir passando de fase].
          Ninguém levava em consideração os times da Europa."

- A Inglaterra veio?

          "A Inglaterra veio, perdeu pros EUA de 1 X 0. Foi uma zebra danada. Mas eles eram da outra chave.
          Os times europeus eram considerados fracos. O Brasil ganhou da Suécia de 7 X 1, eu acho e da Espanha de 6 X 1. No jogo contra a Espanha o Maracanã todo cantou a música 'Eu fui as touradas de Madrid...'"

- Você ficou aonde no Maracanã?

          "Na bandeirinha de corner, do lado que tem as cadeiras, até hoje tem aquelas cadeiras no meio de campo [antes da reforma era o setor mais caro do Maracanã, que ficava de frente pras arquibancadas brancas, em cima da cabine de imprensa. Hoje eu não tenho certeza de que setor é], eu fiquei ali, do lado aonde fica a torcida do Flamengo, mas perto da bandeirinha [de escanteio], à esquerda das cabines [de imprensa]. Todos os jogos ali.
          Só que no último jogo... O Maracanã era uma arquibancada só, de cimento inteiriço, que dava volta. No último jogo, contra o Uruguai, tinha tanta gente que entre a pessoa sentada embaixo e em cima [no degrau de baixo e no degrau de cima], tinha outra pessoa de lado, vendo o jogo de lado pro campo. Sentado virado de lado pro campo, com a perna enfiada entre a bunda de um e os pés do outro. Todo mundo ficou mal acomodado, mas ficou assim."

- Como eram os ingressos? E como que vocês pegavam os ingressos?

          "Era de papel. O tio Valdemar [um tio do meu avô e, consequentemente, meu tio também. Eu n~~ao conheci esse tio Valdemar, pois ele morreu antes de eu nascer] comprava. Cada um ia com o seu ingresso na mão e aí entrava, mas já tinha roleta. Você entregava o ingresso aí rodava a roleta. O certo era rasgar a entrada, porque nego dizia que depois devolviam os ingressos para serem vendidos lá fora. Mas não rasgavam, e você não queria saber se rasgaram ou não, você queria entrar.
         Todo mundo achava que o Brasil ia ganhar fácil, e provavelmente ia mesmo, se não tivesse acontecido aquilo tudo. Passaram a noite [que antecedia a final] praticamente em claro, porque não deixavam eles dormir festejando [antecipadamente] a vitória da Copa.
      Quando nós chegamos no último jogo o Maracanã já estava cheio. O jogo era as cinco. Nós chegávamos três horas pra sentar na sombra."

- Em que mês que foi a Copa?

          "Junho e julho. Não era tanto calor assim."

- Fim da entrevista -

No decorrer do tempo do blog eu farei mais entrevistas com ele, sobre outros assuntos ligados a futebol e colocarei aqui pra vocês. Compartilhem, comentem, pois cada compartilhamento e comentário é um incentivo para a equipe do Sem Siro continuar.

domingo, 8 de junho de 2014

Revelações da Copa (Parte 2) - Ciro Immobile

 No começo deste post eu comentava aqui em casa que este jovem jogador seria um problema contra o time do Fluminense, e não é que foi?! Ciro Immobile é nada mais nada menos que um jovem jogador buscando espaço numa clássica seleção que passa por reformulação, Immobile está "no escuro" e ao mesmo tempo está enxergando seu futuro de sucesso como um centroavante da Azzurra.
 Immobile foi revelado pelo Sorrento em 2002, e por lá ficou até 2008, onde se mudou para a Juventus de Turim, como de "Immobile" ele só tem o nome ele se mudou mais uma vez, dessa vez para a cidade de Siena, defender o time homônimo, após realizar três jogos oficiais pela Juve entre 2009 e 2012. Ciro, com apenas 21 anos na época, andou ainda pelo Grosseto onde fez apenas um gol em 16 jogos, cansado de tanto ver o jovem promissor rodar por vários clubes o time do dirigente Giorgio Repetto, Pescara, decidiu adquirir o jogador por empréstimo, negociando diretamente com a Juventus, daí pra frente Immobile seria uma joia preciosa e teria uma fila de clubes atrás dele, era só questão de tempo. Tempo este que chegou em 2011-2012, onde ajudou o Pescara na sua ascensão à Serie A, Immobile marcaria "míseros" 28 gols, a média assustava, visando que nos clubes anteriores ele não obteve tanto sucesso. Ao lado de Lorenzo Insigne, numa das duplas mais memoráveis dos tempos recentes do Pescara, ele era um sucesso com times grandes da Itália, que já o queriam adquirir juntamente de Insigne. E foi assim que ocorreu, após expirar o empréstimo da Juventus, o Genoa fez uma oferta e o adquiriu por completo, porém o sucesso não foi o mesmo e novamente Immobile não fez uma temporada brilhante, com apenas 5 gols marcados em 38 partidas.
 Foi então a vez da equipe recém-promovida do Torino experimentar o atacante, Immobile chegou ao clube em 12 de julho de 2013, e fez uma temporada absolutamente monstruosa, marcando 22 gols em 33 jogos, a temporada excelente dos "touros" somada ao belo desempenho da sua dupla de ataque Cerci e Immobile, fizeram o passe do centroavante valer pouco mais que 15 milhões de euros, uma temporada que concedeu á ele convocações para seleção italiana, chances como titular na Azzurra e uma viagem só de ida para Dortmund, onde defenderá as cores do Borussia Dortmund na temporada 2014-2015.

 Immobile, que em italiano significa imóvel, não tem nada de parado, em campo se movimenta bastante, confunde a marcação e não é centroavante propriamente fixo, busca alternativas e sai da área pra ajudar na construção do jogo, sua velocidade e físico o permite conseguir uma leve vantagem sobre adversários mais baixos e mais lentos, fora isso ainda possui um vasto repertório de finalizações, para ele não há obstáculos quando o objetivo é a rede adversária. Immobile é cotado para ser titular da Azzurra ao lado de Mario Balotelli, e seus três gols diante da equipe do Fluminense podem confirmar sua vaga como titular da seleção. O que de fato é bom é ver o brilhante futebol de um jogador jovem que juntamente de nomes como De Sciglio, Darmian, Verratti, Insigne e Balotelli podem dar alguma felicidade e esperança para a seleção tetracampeã, que passa a sofrer um rejuvenescimento e espera o amadurecimento desses nomes para voltar a ser a Itália que todos conhecem. "Avanti Italia, avanti Ciro".

Confira Immobile e companhia na Copa do Mundo de 2014, com notícias do blog Sem Siro Blog Clube.

sábado, 7 de junho de 2014

Compraram a Copa?

Já aconteceram algumas entregadas no futebol. Isso é vergonhoso, mas, as vezes acontece. O Brasil é um país corrupto, todos sabem, seus governantes são capazes de qualquer coisa. Unindo esses dois fatos, corre um boato que essa Copa que começará semana que vem possa estar comprada.

Vamos primeiro falar sobre algumas das entregadas mais famosas, depois falar o por que de pensar que essa Copa possa estar comprada.

Algumas das "suposições" de entrega mais famosas:
- Flamengo X Liverpool em 1981 - que o título da Libertadores do Flamengo já havia tido uma arbitragem vergonhosa, um roubo descarado, todos que não são alienados pela Globo sabem. Porém, com relação ao intercontinental disputado no Japão, O GOLEIRO TITULAR DO LIVERPOOL DISSE QUE NÃO JOGARIA, não falou o porque. Quem foi pro jogo foi o goleiro reserva, e esse goleiro reserva, alguns anos depois deu uma entrevista falando que entregou o jogo. E, vendo depois os gols, da pra perceber que os gols do Flamengo foram defensáveis.
- Brasil X França em 1998 - RONALDO NÃO FOI PRO JOGO, por algum motivo. O que se viu em campo foi um Brasil apático, sem vontade de ganhar, porém, o time da França era melhor que o do Brasil, e a França acabou ganhando com um baile de Zidane.
- Togo X França em 2006 - Togo, que foi colônia da França, vencia o jogo por 1 X 0, resultado que eliminaria a França na fase de grupos. Porém, misteriosamente, algo aconteceu: ADEBAYOR SAIU DO JOGO, simplesmente por sair, sem nenhum motivo aparente, e depois disso, Togo foi irreconhecível, permitindo que a França viesse a se classificar.
- Corinthians X Boca em 2012 - RIQUELME NÃO DISPUTOU A FINAL, sem nenhum motivo aparente. Ele, inclusive, ameaçou sair do clube nos dias que antecederam a final, 'novela' essa que durou meses após a final. Ninguém sabe o porque de Riquelme ter querido sair do clube, o que se sabe é que o Boca praticamente não entrou em campo nos dois jogos contra o Corinthians.

O QUE ESSES QUATRO EXEMPLOS TEM EM COMUM?
JOGADORES QUE SE RECUSARAM A PARTICIPAR DE ALGO VERGONHOSO COMO ISSO E PREFERIRAM NÃO JOGAR.

Por isso, podemos pensar que essa Copa possa estar comprada... Tem muitos jogadores que decidiram não vir... Por exemplo, alguém deixar de jogar a Copa por causa de dor nas costas é piada. Quem realmente quisesse mesmo com essa dor faria um esforço.
É claro que tem jogadores que realmente se machucaram, como o caso do Reus e do Montes, mas, a maioria desses que não vem pra Copa por "lesões" podiam vir sim, não vem porque não querem, e por que não querem só o tempo vai responder.

Agora, se tivermos o Brasil campeão nessa situação será muito feio, e principalmente se Brasil e Argentina chegarem na final, que é o que se especula, será mais feio ainda, pois um deles já é mais fraco que concorrentes como a Alemanha, os dois então nem se fala.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Proposta de reformulação das vagas em Copas do Mundo

Essa proposta sou eu que faço e elaborei. Será se a FIFA pode me ouvir?

Primeiramente, vamos colocar as vagas atuais:
- a Europa classifica 13 seleções
- a América do Sul 4
- a Concacaf (Américas Central e do Norte) 3
- Ásia 4
- África 5
- o país sede tem uma vaga garantida
- duas vagas para repescagem (4º da Concacaf, 5º da América do Sul, 1º da Oceania e 5º da Ásia disputam duas vagas).

Esse modelo de classificação tem alguns problemas:
- a América do Sul, tendo um país dela como sede (como esse ano tem o Brasil), e sua 5ª colocada se classificando na repescagem (como nesse ano o Uruguai), esse continente passa a ter mais de 50% de seus países classificados para Copa, o que é um grande disparate em relação a porcentagem de classificação de outros continentes.
- a Oceania corre o risco de não ter nenhuma seleção na Copa, se a sua primeira colocada não se classificar na repescagem e se, no mesmo ano, a Austrália, que disputa a eliminatória na Ásia não se classificar. Isso acontecendo, teríamos uma Copa do Mundo sem um continente, ou seja, uma Copa do Mundo sem todo o mundo, o que, para mim, não é certo.
- seleções boas da Europa como Polônia, Montenegro, Ucrânia, Suécia, etc, que fizeram eliminatórias muito boas de fora da Copa, e no entanto Costa Rica e Honduras, que são horríveis, vem pra Copa.

Para resolver essas três situações, eu proponho que:
- o país sede não tenha uma das vagas dos 32, e sim que seja que nem o campeão da Liga dos Campeões: tem a vaga garantida, mas, ocupa a vaga de um dos classificados do seu continente, por exemplo, a Copa sendo no Brasil, a América do Sul teria 3 vagas nessa edição, e o Brasil se classificaria direto com a 4ª vaga do continente. Se a Copa fosse no Japão, a Ásia teria 3 vagas e o Japão iria direto pra Copa, com a 4ª vaga. Assim, teríamos espaço para mais um time.
- acabaria com as repescagens, abrindo vaga para mais dois times.

Essas três vagas abertas, seria redistribuídas da seguinte forma: uma para o campeão da Oceania, de modo a garantir que sempre haja pelo menos uma equipe daquele continente; duas vagas para a Europa, fazendo com que seleções mais bem preparadas disputem a Copa. Teríamos, assim:
- 4 seleções da América do Sul
- 5 da África
- 15 da Europa
- 4 da Ásia
- 3 da Concacaf
- 1 da Oceania
O país sede teria vaga garantida, ocupando uma das vagas do seu continente.
O único problema que esse sistema que eu criei podia gerar seria, em caso de um país como a Nova Zelândia ou outro da Oceania sediar a Copa, não haveria classificatória lá, mas, eu acho muito improvável que alguém da Oceania sedia a Copa. Se a Copa um dia for lá, será na Austrália, e como a Austrália disputa a eliminatória asiática, isso não seria um problema, pois ela iria direto, ocupando uma das vagas de seu continente, que no caso é a Ásia.

Espero que, talvez um dia, a FIFA me ouça. Se você concorda comigo, ajude a divulgar essa ideia.